sábado, 10 de junho de 2017










Uma menina de 11 anos denunciou o namorado 
da própria mãe, um homem de 41, por abuso 
sexual. O suspeito de estuprar a criança, porém, 
não teve o pedido de prisão temporária, solicitado 
pela Polícia Civil, acatado pela Justiça. O caso 
veio à tona esta semana, após a vítima pedir ajuda
na escola a uma policial, em Iguape, na região do
Vale do Ribeira, interior de São Paulo.
A menina relatou o ocorrido a uma policial militar 
durante uma aula do Programa Educacional de 
Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), em 
uma unidade de ensino da cidade. Ela pediu ajuda, 
disse que o atual namorado da mãe estava abusando
sexualmente dela, e que a ameaçava, caso contasse
algo para outras pessoas.
A equipe da PM, imediatamente, acionou a mãe da 
menina, que desconhecia os fatos, e as levaram 
até a Delegacia Sede. No relato, a criança disse 
que o homem praticava atos libidinosos com ela 
há três meses. Inclusive, falou sobre um ferimento 
ocasionado por uma possível mordida que ele teria 
dado nela em um dos ataques.
Paralelamente, policiais militares localizaram o 
apontado como autor do crime, um agricultor, dentro
 de um ônibus coletivo, no bairro Icapara. Ele foi 
abordado, detido pela equipe ainda no local e 
encaminhado ao distrito policial para prestar 
depoimento sobre o caso ao delegado.
Apesar de negar o crime, o suspeito admitiu à polícia
que já dormiu na mesma cama que a menina. Além 
disso, afirmou que, antes de namorar a mãe da vítima, 
manteve um relacionamento sério com uma 
adolescente de 14 anos, quando ele tinha 31.
Diante do relato da vítima, a polícia decidiu solicitar
à Justiça a prisão temporária do homem. Conforme
apurado, entretanto, o pedido foi negado, pois o juiz
entendeu que era necessário esperar o laudo 
médico - cujo resultado não tem previsão para sair.
O suspeito foi, então, liberado.
A decisão surpreendeu os envolvidos. A mãe 
terminou o relacionamento e, junto com a filha, 
está receosa, já que o suspeito mora vizinho a elas,
na área rural da cidade. Apesar da negativa da 
prisão, considerada pela polícia imprescindível 
para o sucesso das investigações, um inquérito 
está aberto e o caso continua em apuração.






Fonte: G1

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