quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O Senado concluiu o julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e decidiu pelo afastamento definitivo da petista por 61 votos favoráveis e 20 contrários. Os três senadores baianos Otto Alencar (PSD), Roberto Muniz (PP) e Lídice da Mata (PSB) votaram contra o impedimento de Dilma, que foi eleita para o maior cargo do Executivo em 2014 com 54 milhões de votos em um segundo turno disputado contra o senador Aécio Neves (PSDB).
A petista passou a ser acusada de estelionato eleitoral, por prometer uma coisa durante a campanha de 2014 e fazer outra em seu segundo mandato. Posteriormente, a Câmara dos Deputados abriu processo acusando Dilma de pedaladas fiscais e usou a rejeição das contas do ano de 2014 pelo Tribunal de Contas da União como argumento para a acusação do crime de responsabilidade fiscal.
Também integrou o processo a acusação de que a agora ex-presidente publicou decretos abrindo crédito suplementar sem a autorização do Congresso Nacional.
Dilma entra para a história como a segunda presidente da República que perde o mandato por meio de impeachment e sua saída representa o fim do ciclo do PT no poder nacional. Em 1992, o agora senador Fernando Collor de Mello foi afastado da Presidência após casos de corrupção.
Após tramitação durante nove meses no Congresso Nacional, o processo teve os últimos seis dias como cruciais, quando ocorreu o julgamento no Senado. 
No dia 25, na primeira sessão, os senadores aliados de Dilma pediram a suspensão do julgamento, alegando falta de sustentação jurídica das denúncias. No comando dos trabalhos, o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, rejeitou todas as questões de ordem. 
No dia 26, segundo dia, o Senado ouviu o economista Luiz Gonzaga Belluzo, o jurista Geraldo Prado e o ex-secretário-executivo do Ministério da Educação Luiz Cláudio Costa, que negaram a existência de crime de responsabilidade por parte da petista.
No dia 27, terceiro dia, o ex-ministro do Planejamento no governo Dilma, Nelson Barbosa, e o jurista Ricardo Lodi também defenderam a ex-presidente.
No dia 29, quarto dia, o Senado ouviu Dilma Rousseff, que fez a defesa do seu mandato presidencial.
No dia 30, os senadores tiveram 10 minutos cada um para exporem seus argumentos contra ou a favor do impeachment.
Dia 31, o Senado aprovou o afastamento definitivo da petista eleita em 2014 para seu segundo mandato. 

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