terça-feira, 28 de novembro de 2017









Uma rocha espacial de cerca de 5km de 
extensão passará "de raspão" na Terra, de 
acordo com as proporções espaciais.
O asteroide 3200 Phaeton deve ficar a cerca 
de 10 milhões de quilômetros do nosso 
planeta em 16 de dezembro. A distância absoluta 
pode parecer grande, mas é 27 vezes mais 
perto od que a distância do nosso planeta 
para a Lua.
A extensão do objeto é o equivalente a 
quase duas vezes o tamanho da avenida 
Paulista, no centro de São Paulo. Equivale 
também à distância do estádio Mané Garrincha 
ao Congresso Nacional, em Brasília (DF).
Segundo a Nasa (agência espacial dos EUA), 
não há motivo para pânico, porém: é 
extremamente improvável que haja qualquer 
dano ao nosso planeta com a passagem do 
Phaeton.
Ainda segundo a Nasa, a passagem do 
Phaeton permitirá observações bastante 
precisas a partir dos observatórios de Arecibo 
(em Porto Rico) e Goldstone (na Califórnia). 
"As imagens serão excelentes para obter um 
modelo 3D detalhado" do objeto espacial, disse 
a agência espacial em comunicado.
A inspiração do nome Phaeton vem da 
mitologia grega. Para os gregos antigos, o 
deus Hélio (que representava o Sol) não 
andava a pé: a divindade atravessava o céu 
do nascente ao poente em uma carruagem, 
puxada por quatro cavalos. Até que um filho 
de Hélio, Faeton, pegou o veículo emprestado 
para "dar um rolê". Ele acaba perdendo o 
controle dos animais e quase põe fogo na Terra. 
Para evitar o desastre, Zeus precisa destruir 
a carruagem com um raio, e acaba matando 
Fáeton no caminho.
Asteroide ou cometa? Os cientistas acreditam 
que o Phaeton seja o responsável pelas chuvas 
de meteoros das Geminíadas, observadas 
todos os anos nos dias 13 e 14 de dezembro. 
É que a órbita do Phaeton é muito similar às 
dos meteoros das Geminíadas.Só que chuvas 
de meteoros geralmente são causadas por 
cometas - que têm uma "cauda" ou "rabo" 
formado por estilhaços e gelo, o que não é o 
caso do Phaeton. A hipótese é de que Phaeton 
esteja literalmente "quebrando" aos poucos, 
o que faz com que ele apresente atividade 
típica dos cometas em algumas ocasiões. 
Esta é mais uma questão a ser estudada 
agora em dezembro.
Próxima aproximação: 2050
A aparição de 2017 será a mais próxima 
da Terra desde a descoberta do asteroide, 
em 1983, diz a Nasa. É possível, assim, que 
o objeto fique visível até mesmo para 
observadores armados apenas de telescópios 
pequenos. Para isso, porém, é preciso que 
a pessoa tenha experiência nesse tipo de 
observação e esteja em um local escuro o 
suficiente (como na zona rural).
A última passagem próxima do asteroide 
ocorreu em 2007.
De acordo com os cálculos da Nasa, o Phaeton 
só voltará a se aproximar tanto da Terra 
em 2050. E, em 14 de dezembro de 2093, 
ele passará a apenas 1,9 milhão de 
quilômetros do nosso planeta (o que não 
significa que seremos atingidos, 
segundo a Nasa).
Por causa da sua trajetória, o asteroide é 
classificado como o terceiro maior 
Asteroide Possivelmente Danoso (PHA, 
na sigla em inglês) identificado. Os outros 
dois são o 53319 1999 JM8 (cerca de 7 km 
de extensão) e o 4183 Cuno (cerca de 5,6 km).



Fonte: G1

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