quarta-feira, 9 de agosto de 2017










Presídio Ariston Cardoso em Ilhéus, no sul do 
estado, apresenta celas com infiltração, além de
 buraco e ferrugem na grade do chão da 
passarela por onde os agentes e os presos 
passam. Fotos tiradas pela Defensoria Pública 
do Estado (DPE) mostram a situação.
Por conta do buraco, o jeito foi improvisar com 
cordas. Os parentes dos presos estão preocupados 
com a situação de um dos módulos da unidade. 
Eles disseram à reportagem que as condições 
são precárias.
A unidade tem dois módulos. É no módulo 1 onde 
o problema está mais grave. O núcleo de 
comunicação da Secretaria de Administração 
Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) disse 
que já são realizadas reformas gerais no presídio.
A Defensoria Pública do Estado acompanha o caso 
há três anos e pediu a interdição do local, mas a 
situação dos presos piorou. Após as chuvas que 
atingiram a região, as infiltrações causaram prejuízos.
“Atualmente, com as fortes chuvas, os presos chegam
 para atendimento com roupa molhada. Porque, 
segundo eles, tudo está molhando”, diz a defensora 
Elizete Reis dos Santos.
“Existe laudo da saúde pública e do Corpo de 
Bombeiros que já indicava interdição do módulo 1. 
Agora com o agravamento da situação, fizemos 
nova reunião com juiz atual e ele marcou audiência 
para 9 de agosto, às 9h, com todas instituições, 
segundo ele, para ver se chega a um acordo”, 
completa a defensora.
O Presídio Ariston Cardoso tem capacidade para 
180 presos, mas atualmente tem 205 detentos. 
Segundo a direção, metade desses presos está no 
módulo 1 onde existem 60 celas. Só que 11 estão
interditadas há algum tempo por causa das condições
bem precárias.
O diretor falou ainda que há dois anos enviou um 
relatório para a Seap pedindo reforma no modulo 1 
e que só na semana passada um engenheiro foi 
fazer a vistoria. Para ele, o ideal é construir uma 
nova unidade prisional em Ilhéus.
“[Um novo presídio] fora da cidade, com inclusão 
de presos do regime fechado e semiaberto, porque 
hoje só abrigamos presos provisórios, e também 
presas femininas”, afirma o diretor do presídio, 
Gustavo Rebouças.




Fonte: G1

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