A defesa da médica Kátia Vargas disse, em
nota enviada à imprensa nesta quarta-feira (3),
acidente que matou os dois, é falho e não
corresponde à realidade dos fatos. A defesa
afirma ainda que a suspeita, que aguarda
julgamento em liberdade, é inocente.
O acidente aconteceu em 2013. O laudo
elaborado pelo Departamento de Polícia
Ténica à pedido do Ministério Público da
Bahia (MP-BA)
Conforme a nota da defesa da médica,
assinada pelos advogados José Luis Oliveira
Lima e Daniel Kignel, não houve perseguição
e nunca houve intenção de causar o acidente.
Kátia Vargas chegou a ficar presa por dois
"O recente laudo insiste em repetir os erros
cometidos ao longo da investigação, a qual
sempre se baseou em depoimentos
contraditórios e em laudos periciais parciais,
que desconsideraram diversos elementos do
acidente", diz a nota.
Ainda de acordo com a defesa de Kátia Vargas,
existem no processo outros trabalhos periciais
com conclusões contrárias às apresentadas
pelo Instituto de Criminalística, que evidenciam,
segundo os advogados, que não houve intenção,
por parte de Kátia Vargas, de provocar o acidente.
A defesa da médica destacou que "os resultados
obtidos após a reconstituição dos fatos serão
devidamente contestados e desconstituídos,
ponto a ponto, em laudo a ser elaborado
pela Defesa", que, conforme os advogados,
vai demonstrar a inconsistência da tese
acusatória.
acidente que matou os irmãos Emanuele e
Emanuel Gomes ficou pronto e foi anexado
aos autos do processo na terça-feira (2).
Na conclusão do laudo, os peritos escrevem
que: "Com base em todas as análises
anteriormente expostas, pode-se inferir
que o condutor do Sorento [carro da médica
Kátia Vargas], trafegando sem a devida
atenção e cuidados indispensáveis à
segurança do trânsito, em velocidade
superior permitida àquele logradouro, agiu
de forma deliberada e não mensurada, não
sendo possível deter seu veículo com
segurança, ao inflectir, interceptar e obstruir
o sentido de direção do motociclista provocando
o impacto da motocicleta contra o meio-fio
e o poste de concreto (PC), vitimando fatalmente
O advogado da família dos irmãos, Daniel
Keller, disse que o laudo confirmou o que já
era tese da acusação. "Confirmou que ela
estava em alta velocidade, que houve
perseguição e que ela fechou a moto em
que os irmãos estavam e causou o incidente
que resultou na morte dos dois", destacou.
Keller, disse que o laudo confirmou o que já
era tese da acusação. "Confirmou que ela
estava em alta velocidade, que houve
perseguição e que ela fechou a moto em
que os irmãos estavam e causou o incidente
que resultou na morte dos dois", destacou.
"Esse laudo trabalha apenas a dinâmica do
fato. Não é um laudo cadavérico, mas tornou
mais concreto o que a acusação já dizia.
Agora, após a conclusão desse laudo, a
Justiça abre um prazo para que o assistente
técnico da acusada apresente um parecer
e a defesa se manifeste, antes de o caso ir à
júri", completou Keller.
fato. Não é um laudo cadavérico, mas tornou
mais concreto o que a acusação já dizia.
Agora, após a conclusão desse laudo, a
Justiça abre um prazo para que o assistente
técnico da acusada apresente um parecer
e a defesa se manifeste, antes de o caso ir à
júri", completou Keller.
A mãe de Emanuel e Emanuelle, Marinúbia
Gomes, disse que o resultado do laudo não
foi surpresa. "Não trouxe nenhuma novidade
para mim e nem para a população. Eu e todos
estamos numa espera agustiante por esse
julgamento, que até agora não saiu. Meus
dois filhos foram assassinados em via pública
e eu me sinto angustiada com a morosidade
da Justiça. Mas sigo firme e forte aguardando.
Espero me encontrar com a Kátia nos tribunais
para ver ela pagando pelo que fez", destacou.
A reconstituição foi realizada pelo Departamento
de Polícia Técnica (DPT) e envolveu também
professores da Universidade da Bahia (UFBA),
que colaboraram para buscar elementos que
ajudassem a concluir o caso.
Gomes, disse que o resultado do laudo não
foi surpresa. "Não trouxe nenhuma novidade
para mim e nem para a população. Eu e todos
estamos numa espera agustiante por esse
julgamento, que até agora não saiu. Meus
dois filhos foram assassinados em via pública
e eu me sinto angustiada com a morosidade
da Justiça. Mas sigo firme e forte aguardando.
Espero me encontrar com a Kátia nos tribunais
para ver ela pagando pelo que fez", destacou.
A reconstituição foi realizada pelo Departamento
de Polícia Técnica (DPT) e envolveu também
professores da Universidade da Bahia (UFBA),
que colaboraram para buscar elementos que
ajudassem a concluir o caso.
A suspeita de ter ocasionado o acidente,
a médica Kátia Vargas, não participou da
reconstituição, que interditou o trânsito na
Av. Oceânica. Ao todo, participaram da
reconstituição 16 peritos técnicos, que
ouviram cinco testemunhas no local onde
o acidente aconteceu.
a médica Kátia Vargas, não participou da
reconstituição, que interditou o trânsito na
Av. Oceânica. Ao todo, participaram da
reconstituição 16 peritos técnicos, que
ouviram cinco testemunhas no local onde
o acidente aconteceu.
O advogado da família das vítimas e um
promotor de justiça também estiveram
presentes durante a reconstituição. Já a
defesa da médica foi representada por dois
advogados e um perito particular.
promotor de justiça também estiveram
presentes durante a reconstituição. Já a
defesa da médica foi representada por dois
advogados e um perito particular.
Os veículos, uma moto e um carro, utilizados
durante a reconstituição foram idênticos aos
que estavam envolvidos no acidente. Peritos
dirigiram os automóveis, repetindo diversas
vezes a rota que teria sido feita pela médica.
Aparelhos de GPS foram colocados nos veículos.
durante a reconstituição foram idênticos aos
que estavam envolvidos no acidente. Peritos
dirigiram os automóveis, repetindo diversas
vezes a rota que teria sido feita pela médica.
Aparelhos de GPS foram colocados nos veículos.
O Caso= O acidente aconteceu no dia 11 de
outubro de 2013, quando a médica Kátia
Vargas teria batido com o carro na moto
pilotada por Emanuel, de 21 anos. Na
garupa do veículo estava a irmã, Emanuelle,
de 22 anos. Com o choque, os irmãos
bateram em um poste, e ambos morreram
no momento do acidente.
outubro de 2013, quando a médica Kátia
Vargas teria batido com o carro na moto
pilotada por Emanuel, de 21 anos. Na
garupa do veículo estava a irmã, Emanuelle,
de 22 anos. Com o choque, os irmãos
bateram em um poste, e ambos morreram
no momento do acidente.
A médica foi presa acusada de homicídio
triplamente qualificado. Em 2014, o Tribunal de Justiça da Bahia decidiu que a acusada
fosse levada a júri popular. A defesa recorreu
até a última instância, mas o Supremo
Tribunal Federal negou o pedido. Em 2015,
Kátia teve a prisão preventiva revogada, e
agora ela cumpre medidas cautelares, como
não poder sair de Salvador sem autorização
da justiça.
Fonte: G1


0 Comentários