sexta-feira, 29 de julho de 2016

Jason Lee teve que dar R$ 2 mil para policiais militares
Jason Lee teve que dar R$ 2 mil para policiais militares
Foto: Reprodução do Facebook
O lutador de Jiu-Jitsu da Nova Zelândia Jason ‘Jay’ Lee, que sofreu um sequestro relâmpago por dois policias militares no último fim de semana em Duque de Caxias, deixou o Brasil por medo. A namorada dele, Laura McQuillan, afirmou que os dois não querem falar sobre o caso por enquanto. A um site da Nova Zelândia, o Stuff, o casal afirmou que deixou o Brasil e está em Toronto, no Canadá, após receber a visita de um policial militar no apartamento dos dois.
Pelo Facebook, nesta quinta-feira à noite, o lutador agradeceu ao apoio dos amigos e disse que ele e a namorada estavam seguros.
Nesta quarta-feira o professor de Jay Lee, Julio Cesar Pereira, conhecido como “Mestre Julio”, já tinha falado que o atleta não pretendia mais ficar no Brasil. Jay Lee treinava na GFTeam, no Méier, e pretendia conseguir a faixa preta para abrir uma academia na Nova Zelândia. Segundo o professor, esta é a terceira temporada dele no Brasil para os treinos:
— Ele buscou a academia na internet e veio como muitos outros estrangeiros também vêm para cá treinar conosco e aprender o Jiu-Jitsu. Geralmente, os atletas vêm com um professor brasileiro, mas o Jay veio sozinho com a namorada — disse.

Entenda o caso
Segundo contou em depoimento, no último sábado à noite o lutador voltava de uma luta em Resende - dirigindo um carro alugado - quando foi abordado por policiais militares que, quando perceberam que ele era estrangeiro, alegaram que o lutador não poderia dirigir sem um passaporte. Em seguida, afirmaram que ele precisaria pagar R$ 2 mil ou seria levado para a Polícia Federal. Com medo, Jay foi com os supostos policiais militares a dois caixas eletrônicos onde fez os saques.
Os dois policiais militares suspeitos de participar do sequestro tiveram as prisões temporárias decretadas pela Auditoria da Justiça Militar. Os cabos Fábio da Costa Barbosa e Anderson Nunes Franco, lotados no Batalhão de Policiamento de Vias Especiais (BPVE), estão detidos em um presídio de Niterói.
Eles prestaram depoimento e confirmaram ter abordado um motorista estrangeiro, no último sábado, no entrocamento da Linha Vermelha com a Rodovia Washington Luís. Os militares alegaram que apenas ajudaram o lutador que, na versão apresentada pelos policiais, estaria com problemas mecânicos no carro que dirigia.




Fonte: Extra

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