Em uma nota encaminhada ao Bahia Notícias, o diretor de mobilização do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinpojud), Jorge Cardoso, esclareceu o afastamento da presidente da entidade sindical, Maria José da Silva, mais conhecida como Zezé, para disputar cargo eleitoral. Maria José se lançou como candidata a deputada estadual pelo PC do B nas eleições de 2014, obtendo 8.870 votos, não suficiente para sua eleição. O retorno da servidora ao posto de oficial de justiça na comarca de Ilhéus, no sul da Bahia, foi determinado pelo presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador Eserval Rocha, em decisão monocrática. Cardoso aponta que, no Diário da Justiça Eletrônico do último dia 6 de outubro, foi publicada a defesa da servidora sobre o seu período de afastamento. Segundo a publicação, a servidora não teria como retornar ao cargo no dia 7 de outubro, como determinado, pois, entre os dias 6 e 20 de outubro estaria de férias. O período para afastamento para cargo eletivo foi do dia 04 de junho até o dia 6 de outubro. Todavia, no último dia 18, a servidora foi internada, em caráter de urgência no Hospital Português e foi submetida a um procedimento cirúrgico, e por isso, está de licença médica de 15 dias. O presidente do TJ, segundo o sindicato, determinou que Zezé seja avaliada pela Junta Médica, em contrariedade ao disposto na Lei 6677/94 em casos similares. A nota ainda acusa o Bahia Notícias de publicar informações “inverídicas”, sem antes “entrar em contato com a diretoria do Sinpojud”. Entretanto, o Bahia Notícias, por diversas vezes, tentou entrar em contato com o referido diretor, porém, em nenhuma das vezes da tarde da última quinta-feira (30), a ligação foi atendida. ![]() |
| O diretor do Sinpojud, Jorge Cardoso, afirma que 'não existe nenhuma irregularidade que justifique abertura de sindicância' |
Na última sexta-feira (31), Jorge Cardoso entrou em contato com a redação, e ficou de encaminhar o posicionamento da entidade sindical, fato que somente ocorreu neste domingo (2). “Não existe nenhuma irregularidade que justifique abertura de sindicância, esta situação será comprovada através dos meios legais disponíveis, na verdade, o que realmente se pretende, é impedir as ações legítimas da Instituição sindical, invadir e asfixiar o Sinpojud para garantir liberdade nas práticas lesivas e abusivas contra os servidores da Justiça do Estado da Bahia”, diz o texto. O diretor sindical também esclarece que interinidade da presidência do Sinpojud foi assumida pelo diretor Jurídico, Antônio Ribeiro, e não ele, como havia sido publicado pelo Bahia Notícias. Ao final, a nota diz que o sindicato não pretende “posar ao lado do Poder”, pois representa uma “categoria, que sofre com imposições injustas e ditatoriais, com vários direitos aviltados, exercendo suas funções que o nos coloca a situação análogas a de escravos, contribuindo diretamente com o adoecimento de muitos servidores, é necessário que tomemos posicionamentos contrários e efetivos, por isso, estamos sendo atacados, mas, não vamos retroceder, iremos em frente, vamos à luta sempre”.

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