Alguns genes podem influenciar na quantidade de café ingerido por uma pessoa. Segundo pesquisa publicada nesta terça-feira (7) na revista científica "Molecular Psychiatry", variações de genes também podem modificar o efeito da bebida na saúde das pessoas. Para chegar à conclusão, o projeto primeiro analisou 12 estudos anteriores que avaliaram 120 mil participantes. Os entrevistados descreveram a quantidade de café que bebiam diariamente e permitiram que o DNA fosse "lido" pelos pesquisadores. Depois disso, a pesquisa descobriu oito dessas variantes, duas das quais já tinham sido ligadas ao consumo de café. Em quatro das outras variantes implicaram genes que estão envolvidos com a cafeína, seja em como o corpo processa a substância, seja nos efeitos estimulantes. Já os outros dois genes foram uma surpresa porque não têm ligação biológica clara com café ou cafeína. Eles estão envolvidos com os níveis de colesterol e de açúcar no sangue. De acordo com Marian Neuhouser, uma pesquisadora de nutrição no Centro de Pesquisa em Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, e co-autora do estudo, identificar genes relacionados ao consumo pode um dia ajudar os médicos a identificar pacientes que precisam de ajuda extra para moderar o consumo de café em situações especiais. Mulheres grávidas são aconselhadas a consumir apenas quantidades moderadas de cafeína por causa do risco de aborto e parto prematuro.
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