Adriano esticou a corda no Flamengo. Ao não comparecer ao
treino de sexta-feira depois de uma noitada em uma casa de shows na Barra da
Tijuca, o Imperador vive mais uma vez a expectativa de ter seu contrato
rescindido por indisciplina. A diretoria do clube ainda não se pronunciou. O jogador
também não. Pediu até terça-feira para dar suas explicações, para decidir se
quer continuar. Este é o dilema que compartilha com seus amigos mais próximos,
entre eles MC Tikão, o funkeiro que o chamou ao palco do Barrashow, onde
Adriano fez um desabafo gravado em vídeo pelos espectadores (assista acima).
Ele afirmou que, após a apresentação, ficou conversando na casa do jogador
"até de manhã", quando o atleta deveria comparecer ao treino no Ninho
do Urubu, mas avisou ao clube que não poderia.
O cantor de funk chegou a postar em rede social uma foto na
casa do jogador na manhã de sexta com a legenda: "Hoje o dia começou assim
, marola na casa do Adriano Emperador (sic)". Tikão não hesita em dizer
que "não tem como mudar o Adriano". Mas isso não lhe tira a fé, e o
desejo, de que verá o amigo de volta aos gramados. Flamenguista, o funkeiro
cresceu na mesma comunidade de Adriano, a Vila Cruzeiro. Não nega, como o
jogador, ser amigo do chefão do tráfico local: Paulo Rogério da Souza Paz,
conhecido como Mica. Como o Imperador, Tikão também já teve problemas com a
Justiça. Chegou a ser preso em 2010, acusado de apologia por cantar os chamados
"proibidões", com letras em alusão a criminosos como Fabiano
Atanásio, o FB. Indagado sobre o assunto, Tikão não se abalou.

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