terça-feira, 3 de outubro de 2017








Com mais de 200 mil compartilhamentos em 
10 dias, uma mensagem que circula no 
Facebook afirma que o MPF proibiu a vacina 
contra HPV em todo o país. Não é verdade.
A falsa notícia, que também repercute no 
WhatsApp, apresenta uma contradição já no 
título, porque não cabe ao MPF tal proibição. 
O órgão pode, no máximo, pedir à Justiça que proíba.
Isso, de fato, foi feito. A mensagem falsa, portanto, 
usa como base parte de uma notícia verdadeira, 
publicada em 2015, quando o MPF em 
Uberlândia (MG) pediu a suspensão da vacina. 
O pedido, no entanto, foi negado pela Justiça 
Federal em 27 de abril deste ano. O Ministério da 
Saúde diz que a vacina continua disponível para 
toda a população-alvo.
Veja o que diz a falsa mensagem:Alerta aos pais: 
MPF proíbe a vacina contra o HPV, que pode 
deixar seus filhos debilitados por toda a vida ou 
até mesmo levá-los à morte por conter metais 
pesados, vírus transgênicos e conservantes, além 
de destruir a capacidade natural do indivíduo. 
NÃO VACINE SEU FILHO CONTRA O HPV 
porque por trás disso, esconde-se uma máfia que 
só visa lucrar com isso.






ação, o procurador da República Cléber 
Eustáquio Neves, fundamentou o pedido dizendo 
que não foram realizados estudos que 
comprovem a eficácia ou apontem os efeitos 
colaterais da vacina, incluída no calendário 
anual de imunizações da população brasileira.
A juíza rebateu o argumento em sua decisão. 
"Diante da fragilidade das alegações relativas 
a eventuais efeitos colaterais e levando-se em 
conta as milhares de doses já aplicadas na 
população brasileira desde 2011, observo 
que os poucos relatos apresentados, sem 
prova científica de que a vacina teria causado 
efeitos colaterais, não são suficientes para 
amparar a pretensão ministerial de suspender 
a aplicação da vacina contra HPV em todo o 
território nacional", afirmou Anna Cristina 
Rocha Gonçalves.
Veja o que diz o Ministério da Saúde=O Ministério 
da Saúde informa, em nota, que são equivocados, 
sem nenhuma comprovação científica e, até 
mesmo, nocivos à saúde da população os 
boatos divulgados pelas redes sociais sobre 
a vacina de HPV ofertada no Sistema Único de 
Saúde (SUS). A nota diz que "não há suspensão 
do uso da vacina e que a população-alvo, 
definida pelo Ministério da Saúde, pode se 
dirigir às 36 mil salas de vacina para serem 
vacinadas".
O órgão ressalta que a vacina disponibilizada 
é a mesma utilizada em mais de 130 países, 
com mais de 200 milhões de doses distribuídas,
fazendo parte de mais de 80 programas
nacionais de imunizações, e que sua segurança 
e eficácia contra os tipos mais incidentes de 
HPV ligados ao câncer estão estabelecidas 
e amplamente reconhecidas.
Segundo o Ministério da Saúde, "em 20 anos 
de investigação e estudo, o Comitê Consultivo 
Global da Organização Mundial da Saúde para
 Segurança da Vacina (GACVS/OMS) não 
encontrou qualquer problema de eficácia e 
segurança com as vacinas HPV, tendo emitido
 vários relatórios a este respeito". "A maioria 
dos eventos adversos encontrados são apenas 
reações locais, sem registro de óbitos associados. "
A nota diz que a OMS, inclusive, conclamou 
em maio desse ano, no último Position 
Paper (OMS, 2017), os países a implantarem 
essa vacina em seus programas de imunizações.
No Brasil, de acordo com o ministério, a 
Sociedade Brasileira de Imunizações, a 
Sociedade Brasileira de Pediatria, a Sociedade 
Brasileira de Infectologia e Federação 
Brasileira das Associações de Ginecologia e 
Obstetrícia e a Sociedade Brasileira de 
Reumatologia recomendam a vacinação e 
corroboram com a eficácia e segurança da vacina.
O Ministério da Saúde informa ainda que qualquer medicamento/vacina comercializado no país 
passa por um rigoroso processo de análise de 
qualidade, eficácia e segurança junto à Agência
 Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). E diz
 que a Anvisa só libera o registro para algum 
medicamento e/ou vacina mediante testes 
qualificados que garantam a segurança e 
eficácia do produto.
É ou não é?’, seção de fact-checking (
checagem de fatos) do G1, tem como objetivo 
conferir os discursos de políticos e outras 
personalidades públicas e atestar a veracidade 
de notícias e informações espalhadas pelas 
redes sociais e pela web. Sugestões podem 
ser enviadas pelo VC no G1, pelo Fale Conosco 
ou pelo Whatsapp/Viber, no 
telefone (11) 94200-4444, com a hashtag #eounaoe 
caso prefira, a hashtag pode ser enviada logo
após a mensagem também!)

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