terça-feira, 8 de agosto de 2017










Um circulação há mais de 15 anos, o medicamento trastuzumabe é usado para o 
tratamento de um tipo específico de câncer de
mama e pode dobrar a sobrevida de pessoas 
em metástase -- quando a doença já atinge outras 
áreas do corpo. O Sistema Único de Saúde (SUS), 
por meio do Ministério da Saúde, passou a abranger
este público e irá fornecer a droga num prazo
 de 180 dias.
A decisão foi publicada pelo Diário Oficial da União 
na última quinta-feira (3). Em 2012, o governo havia
excluía os metastáticos. Hoje, mais de 3 mil pessoas 
com câncer de mama inicial e localmente avançado
 fazem o uso do trastuzumabe pelo SUS. 
Organizações como a Sociedade Brasileira de 
Oncologia Clínica (SBOC) e a Federação Brasileira 
de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da 
Mama (Femama) reivindicavam a ampliação para 
acesso do medicamento a todos os tipos de 
pacientes.
No mercado, a droga custa cerca de R$ 10 mil a 
dose. Ela é usada no tratamento do câncer de mama 
do subtipo HER2+, o mais agressivo e que atinge 
um quinto das mulheres com tumor no seio. A célula 
cancerígena expressa o gene que leva o mesmo 
nome da doença, e o remédio bloqueia a ação 
desse gene, o que evita a proliferação.
"Estamos muito atrasados com essa aprovação. É 
uma droga fundamental para o tratamento deste tipo
 de câncer em qualquer fase e pode dobrar a 
sobrevida. O tratamento era feito com quimioterapia 
e sem ter alvo específico para o tipo da doença. 
Agora, vamos conseguir controlar melhor e por 
mais tempo", avaliou a mastologista e presidente 
da Femama, Maira Caleffi.
De acordo com a Femama, a droga "mudou a forma 
como o câncer é tratado no mundo". O trastuzumabe 
pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para 
guiar governos nas escolhas de oferta em suas 
políticas de saúde.




Fonte: G1

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