terça-feira, 4 de julho de 2017

O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi transferido, no início da madrugada desta terça-feira, para Brasília. Preso nesta segunda-feira em Salvador, Geddel foi levado para a Superintendência da Polícia Federal. O peemedebista foi preso por ordem do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e da PF.

Um dos mais próximos aliados do presidente Michel Temer, Geddel é acusado de tentar impedir eventual acordo de delação premiada do ex-deputado Eduardo Cunha e do operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro, ambos presos. Geddel, que é também ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias na Caixa, pode ser transferido para Papuda, onde está Funaro.
Investigações conduzidas pelo MPF e pela PF apontam que no período em que esteve no cargo, o ex-ministro se associou a Funaro, Cunha e outros para facilitar a concessão de financiamentos para determinadas empresas em troca de propina. Só da JBS, do empresário Joesley Batista, ele teria recebido R$ 20 milhões.
Funaro seria um dos intermediários do pagamento. Na decisão, Vallisney lembrou que Geddel já deu demonstração de que é capaz de usar a influência política para em busca de favorecimento pessoal e cita como exemplo a briga dele que levou a demissão do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero. Na ocasião, Calero disse que Geddel o pressionou para liberar o licenciamento de um prédio em Salvador.
Na lista de motivos para a prisão de Geddel estão:
• a pressão que ele teria feito sobre Raquel Funaro, mulher de Funaro,
• a queda de braço com o ex-ministro Marcelo Calero, com quem protagonizou o primeiro escândalo do governo
• tratativas da liberação de um empréstimos de R$ 2,7 bilhões para J & F comprar a Alpargatas em 2015, quando já tinha deixado a Caixa.
A atuação de Geddel no caso foi revelada por Funaro em um dos depoimentos que prestou à PF depois que decidiu colaborar com Justiça em busca de um acordo de delação premiada.

Fonte: O Globo

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