terça-feira, 27 de junho de 2017











A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta 
terça-feira (27), na região centro-sul da Bahia, 
a Operação Inredux, com o objetivo de 
desarticular um esquema ilícito de fraudes à 
Previdência Social descoberto em Itiruçu, 
a 347 quilômetros de Salvador.
Segundo a PF, são cumpridos um mandado de 
prisão e seis mandados de condução coercitiva 
e busca e apreensão em Itiruçu; dois mandados 
de condução coercitiva em Jaguaquara e um de 
condução coercitiva em Laje do Tabocal.
A PF não divulgou os nomes dos alvos nem detalhou
 em quais locais das cidades os mandados são 
cumpridos.
Segundo a Polícia Federal, as investigações da 
operação começaram em 2014, a partir de 
denúncias de que uma pessoa, que não teve o 
nome divulgado, atuaria de maneira irregular na 
intermediação de requerimentos de benefícios junto
 à agência da Previdência Social em Itiruçu, cidade 
do centro-sul baiano.
Após o cumprimento de mandado de busca no 
escritório de uma pessoa investigada e a obtenção 
de informações com a agência da Previdência, foram
identificados vários requerimentos de benefícios 
previdenciários de natureza rural, instruídos com 
documentos falsos, a exemplo de certidões de 
nascimento e contratos de empréstimo.
A polícia também verificou a falsificação de declarações
 de atividade rural, que eram obtidas junto a sindicatos
 de pequenos produtores rurais de Itiruçu, Lajedo do
 Tabocal e Lafaiete Coutinho. A PF suspeita que os 
responsáveis pelos sindicatos tinham participação 
no esquema criminoso.
A PF diz que, mesmo após o cumprimento do 
mandado de busca, o investigado continuou com
 com a prática ilícita e ainda passou a orientar 
testemunhas a mentir aos investigadores para 
acobertar seu envolvimento nas fraudes. A atitude
"irredutível" do investigado, persistindo no crime, foi
o que justificou o nome da operação: "Inredux" (em latim, "irredutível").
A polícia informou que ainda não foi possível apurar
o montante total da fraude. Os investigados deverão
 responder pelos crimes de estelionato previdenciário,
 associação criminosa, falsificação de documentos
públicos, falsidade ideológica e falso testemunho.




Fonte: G1

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