"Quero que ele seja preso, seja preso de novo e seja
preso outra vez. E, quando ele for solto, que seja preso de novo". Esse
foi o desabafo do pai do menino de 13 anos, que diz ter sido estuprado dentro
do banheiro do hipermercado Wal-Mart, em Vitória, na noite desta terça-feira
(23). Além de comprovado o abuso sexual por meio de laudo médico, o suspeito
foi reconhecido pelo adolescente e encaminhado ao Centro de Detenção Provisória
de Viana, na Grande Vitória, conforme informou a polÃcia.
“Nós fizemos um termo de reconhecimento formal, colocando
quatro pessoas assemelhadas entre si e, dentre elas, o suspeito. Sem qualquer
sombra de dúvidas, o menino o reconheceu”, disse o delegado Marcelo Nolasco. De
acordo com a polÃcia, o supermercado acionou a instituição ao perceber a
movimentação no local. “Ele foi preso em flagrante pelo plantão do Departamento
de PolÃcia Judiciária (DPJ) de Vitória. Quando o supermercado percebeu a
situação, acionou a polÃcia, que partiu ao encontro do suspeito e foi efetuada
a prisão pelo delegado no plantão”, relatou Nolasco.
As imagens registradas pelas câmeras de videomonitoramento
local serão analisadas nas investigações do caso, segundo relatou o delegado.
“Essas imagens, supostamente, apresentam, a entrada e a saÃda deles do
banheiro. Então, nós vamos ver se existe algum outro suspeito, eventualmente,
para podermos finalizar o inquérito”, afirmou.
O adolescente que, de acordo com a famÃlia, sofria de
deficiência intelectual, contou aos policiais que saiu da escola e foi fazer
compras com o avô. Em seguida, foi ao banheiro, onde encontrou o suspeito. Os
pais do menor estavam trabalhando no momento do ocorrido e ficaram desesperados
ao saber que o filho tinha sido violentado sexualmente.
Segundo o delegado que atendeu a ocorrência no Departamento
de PolÃcia Judiciária (DPJ) de Vitória, Thiago Viana, o suspeito se recusou a
assinar o termo de culpa. “Vários funcionários do supermercado, o gerente, um
vigilante e um fiscal viram o homem em atitude suspeita dentro do banheiro.
Aqui ele se mostrou frio e muito dissimulado, recusou a assinar a nota de culpa
e disse que não sabia porque estava aqui e porque a polÃcia queria pegar ele”,
contou Viana.
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA)
informou que vai investigar se o avô do menino sabia do crime e foi conivente.
Defesa
O advogado do suspeito, Marcelo Matos, disse que seu cliente
nega a suspeita de estupro. “Ele contou que estava no banheiro quando o
segurança do hipermercado o acusou de estupro. Fernando se sentiu constrangido
e registrou a reclamação no estabelecimento. Não houve flagrante e meu cliente
foi preso erroneamente”, contou.
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