Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Jaraguá encontrou na tarde desta terça-feira (23) o corpo de Gabrielly Caroline Dias Rocha, de 10 anos, que desapareceu na quinta-feira passada (18), na cidade de Uruana, região central de Goiás. Ele foi achado em um canavial em Carmo do Rio Verde, a 200 metros do local onde o suspeito do crime indicou à polícia.
Ao G1, por telefone, o capitão do Corpo de Bombeiros Thiago Abdala informou que a vítima foi localizada por volta das 17h50, na estrada que liga a subestação de energia de Carmo do Rio Verde a uma usina de álcool. Ele preferiu não dar detalhes do estado como ela foi encontrada. Disse apenas que o corpo não estava enterrado.
A garota não foi mais vista pela família desde que saiu de
casa para doar um cachorrinho, no último dia 18. Apenas as sapatilhas que a
criança usava foram encontradas na porta da casa do suspeito. Um vizinho e
conhecido da família é considerado pela polícia o principal suspeito. Ele foi
preso em Uruana na sexta-feira (19) e, segundo a polícia, confessou o crime.
Uma multidão, revoltada, tentou invadir a delegacia da cidade para linchá-lo no
domingo (21).
Em entrevista à TV Anhanguera, na segunda-feira (22), a mãe
de Gabrielly, Rosana Dias Rocha, 30 anos, disse que tinha a esperança de
encontrar a filha com vida. “Eu quero a minha filha viva e quero justiça. Quero
que Deus toque no coração dele [o vizinho preso suspeito de envolvimento com o
sumiço e que, segundo a polícia, confessou ter matado a criança] para ele
contar a verdade, onde está a minha filha”, diz.
Por medida de segurança, o suspeito foi transferido de
Uruana para a Delegacia de Homicídios, em Goiânia. Na segunda (22), ele teria
se ferido dentro da cela, batendo a cabeça contra a grade, foi atendido pelo
Corpo de Bombeiros e levado com sangramento na cabeça para o Hospital de
Urgências de Goiânia (Hugo). Após passar por exames, voltou para a delegacia.
De acordo com a delegada-geral da Polícia Civil em Goiás, Adriana Accorsi, essa não é a primeira vez que o detido é suspeito de estupro. “Temos um suspeito que já respondeu por violentar uma criança de 12 anos, e, inclusive, ficou preso por causa disso. E pode ter sido esse o motivo, ou seja, a compulsão, o desvio sexual de pedofilia, que o levou, estando ali sozinho com a criança em sua casa, o levou a agredir e possivelmente molestar essa criança”, afirma Adriana Accorsi.
Fonte: G1


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