sexta-feira, 24 de agosto de 2018


O baiano Isaquias Queiroz se valeu do trabalho duro e de uma máxima repetida à exaustão pelo técnico Jesus Morlán: não se pode ganhar tudo. Isaquias foi superior quando realmente importou, na final do Campeonato Mundial de canoagem velocidade de Montemor-o-Velho, em Portugal, disputada nesta sexta-feira. Cravou 1m49s203 e provou que é quem manda nessa distância. Vencedor também em 2013 e 2014, ele agora é tricampeão mundial na prova.Na disputa desta sexta, curiosamente, Sebastian Brendel, tricampeão olímpico no C1 1000m, foi a maior ameaça a Isaquias Queiroz. O alemão fez uma prova espetacular, colando no brasileiro nos metros finais, mas acabou na segunda colocação com 1m49s496. Fuksa observou tudo de perto e ficou em terceiro lugar (1m50s143).
- É sensacional ser campeão mundial . Ser o melhor do mundo é uma coisa que não tem preço. Desde 2014 eu não entrava no Mundial de C1 500. Agora voltei para dominar o meu lugar. Ser tricampeão mundial é muito bom, é consequência que os treinamentos foram bem feito. Estou muito feliz de ter ganhado do Brendel, ter ganhado do Fuksa.
Isaquias controlou bem a prova. Até largou atrás de Fuksa e de Brendel, mas ao passar da marca de 250m pegou a dianteira e não mais largou. Brendel até tentou fazer esse sprint e terminou bem pertinho do baiano. O ouro e o tricampeonato mundial, contudo, eram do menino de Ubaitaba. Vale lembrar que a prova não integra o programa olímpico.
Com o ouro desta sexta, Isaquias chega a oito medalhas em Mundiais. Além dos três ouros no C1 500m (2013, 2014 e 2018), ele tem outro no C2 1000m, conquistado em 2015. As outras medalhas são de bronze: no C1 1000m em 2013 e 2017, no C1 200m em 2015 e no C2 200m, em 2014. Em Montemor-o-Velho, ele ainda pode ampliar a coleção. Está na final do C1 1000m e disputa neste sábado as baterias classificatórias do C2 500m.
- Eu quero me tornar aquela lenda viva, não só da canoagem, mas do esporte brasileiro. Mas para isso tenho muito o que aprender ainda, que ganhar ensinamentos do Jesus. Mas para me tornar esse atleta, como um Bernardinho é como treinador, um Thiago Pereira, um Cesar Cielo, preciso treinar muito. Tenho muitos anos pela frente, pois ainda sou um peixinho no meio dos tubarões. Mas com o tempo, com resultados e experiência, vou poder chegar na galeria dos melhores do Brasil.

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